quarta-feira, 17 de novembro de 2010

HAI

Eis que nasce completo
e, ao morrer, morre germe,
o desejo, analfabeto,
de saber como reger-me,
ah, saber como me ajeito
para que eu seja quem fui,
eis o que nasce perfeito
e, ao crescer, diminui.

KAI

Mínimo templo
para um deus pequeno,
aqui vos guarda,
em vez da dor que peno,
meu extremo anjo de vanguarda.

De que máscara
se gaba sua lástima,
de que vaga
se vangloria sua história,
saiba quem saiba.

A mim me basta
a sombra que se deixa,
o corpo que se afasta.

-Leminski

Um comentário:

Humberto Ramos disse...

Manão, escrevi um comentário antes mas acho que não salvou.

Demorei pra responder sua pergunta no meu blog porque estou entrando muito pouco na net, e também porque estive de férias.

Estou em SP. Vim correr atrás de alguns projetos antes deixados de lado. Espero ter êxito na minha busca! rs

E você, por onde anda? Onde está morando? Se estiver por perto me avise. Eu estou na Capital. Adoraria te rever pra gente poder bater um papo!

Saudades! Forte abraço!